professores – Professor Israel

Discurso contra a contratação de professores temporários pela Secretaria de Educação

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DEPUTADO PROF. ISRAEL (PV. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, nobres colegas, todos os presentes, o que me traz a esta tribuna é a indignação pelo não cumprimento da Lei nº 5.417, de 2014, de minha autoria, que dispõe sobre a nomeação de candidatos aprovados em concurso público para o cargo de professor de educação básica, na rede pública de ensino do Distrito Federal, nas hipóteses de aposentadoria e criação de novos cargos de professor.

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É muito triste saber que essa lei, sancionada em 2014, ainda não foi obedecida por quem deveria dar exemplo de obediência às leis. O que essa lei diz é que o professor aposentado deve ser substituído por um professor oficial, um professor concursado e jamais por um professor temporário.

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Isso é óbvio, porque o professor temporário substitui aquele que quebrou o braço, aquele que tem uma dor de barriga, aquela que engravidou. O professor temporário só pode substituir um professor que esteja afastado temporariamente. E o professor aposentado não tem expectativa de retorno à sala de aula.

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Quando fizemos essa legislação, entendemos que a demanda por professores era sempre crescente, já que é sempre crescente a nossa população já que é sempre crescente a nossa população, por isso nós adotamos a lei: professor aposentado gera professor concursado, nomeado.

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Desde o início do ano, o governo vem convocando professores temporários para assumirem os espaços. Ao todo, são 6.500 profissionais que vão assumir essas vagas ditas provisórias. Acontece que há um concurso vigente desde 2013 com professores concursados na fila de espera que têm que ser nomeados de acordo com a lei. Não é possível que um professor temporário ocupe as vagas dos professores aposentados. A lei não mais permite isso.

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Essa lei, Deputado Wasny de Roure, foi feita para corrigir uma distorção histórica no Distrito Federal porque aqui, desde sempre, o governo se utiliza do professor temporário para cobrir os espaços dos professores que morreram ou que se aposentaram. Isso é muito ruim.

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Eu quero saber quando é que nós vamos cumprir essa lei. Eu quero saber quantos professores se aposentaram desde o início do ano. Então eu preciso saber se o governo tem uma projeção de quantos vão se aposentar até o fim do ano para que ele se planeje. Essa é uma legislação, Deputado Wasny de Roure, que força o Estado a se planejar. A falta de planejamento é um câncer do Estado brasileiro.

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Enquanto isso, o que me irrita mais é que muitos desses professores temporários que estão sendo convocados são os mesmos que passaram no concurso e estão esperando a nomeação para a vaga que agora eles ocupam como temporários.

DEPUTADO WASNY DE ROURE – Permite-me V.Exa. um aparte?

DEPUTADO PROF. ISRAEL – Ouço o aparte de V.Exa.

DEPUTADO WASNY DE ROURE (PT. Sem revisão do orador.) – Deputado Prof. Israel, eu quero cumprimentar V.Exa. primeiramente pela lei, que foi uma belíssima vitória, uma belíssima iniciativa, até porque parece que brincamos com a Constituição Federal. O acesso ao serviço público é via concurso público. Os servidores, no caso, os professores, querem entrar na rede pública. É interessante que aquilo que custa tão caro, que foi tão laborioso, de repente, é tão negligenciado pelo Estado. Não conseguimos entender em que lógica de raciocínio o Estado opera nessa situação.

Uma coisa que me incomoda profundamente também é a passividade, nessa matéria, do Ministério Público. O Tribunal de Contas tem de ter também uma atitude mais operosa nesse sentido. Na educação pública do Distrito Federal, a utilização do mecanismo de contrato temporário – que é uma situação absolutamente emergencial, para ser feita ocasionalmente – se transformou numa rotina.

Nós precisamos dizer em bom e alto som que o concurso público é ainda a melhor porta de entrada para o serviço público, para a escola pública. Precisamos ter isso claro para que a pessoa, o servidor, faça de fato carreira e não trate a educação como atividade ocasional, mas sim a atividade prioritária da sua vida profissional, para que a educação seja de fato aquilo que queremos encontrar, Deputado Prof. Israel. Uma das questões que mais têm me impressionado na escola pública é a dedicação dos professores diante das necessidades que a escola precisa atender, seja a necessidade individual do estudante, a necessidade material ou a necessidade das instalações.

O projeto de lei de V.Exa., no lugar de ser elogiado, no lugar de ser reconhecido e publicizado, estamos vendo muitas vezes uma tentativa de boicote via terceirização. O Congresso Nacional está dando agora guarida a essa metodologia, que, do meu ponto de vista, é um enorme prejuízo para um Estado Republicano.

Muito obrigado.

DEPUTADO PROF. ISRAEL – Agradeço o aparte do Deputado Wasny de Roure.

A Lei nº 5.417, de 2014, precisa ser cumprida porque senão o Poder Legislativo fica absolutamente desmoralizado. Essa lei foi aprovada, foi sancionada e hoje ela não permite mais que professores temporários ocupem vagas de professores que se aposentaram ou que faleceram. A lei garante isso. Então, nós vamos tomar as medidas cabíveis porque, até aqui, todas as minhas indagações ao Governo, à Secretaria de Educação, à Secretaria de Administração foram solenemente ignoradas, mas nós estamos do lado da lei, e é meu dever, como Parlamentar, zelar pelo cumprimento da legislação.

DEPUTADO DR. MICHEL – Permite-me V.Exa. um aparte?

DEPUTADO PROF. ISRAEL – Ouço o aparte de V.Exa.

DEPUTADO DR. MICHEL (PP. Sem revisão do orador.) – Deputado Prof. Israel, eu quero parabenizá-lo porque, sempre que V.Exa. ocupa essa tribuna, traz alguns assuntos que realmente afligem a comunidade. E esse é um assunto que aflige a comunidade, principalmente os professores. Por quê? Porque nós temos uma lei e sabemos que o professor temporário é necessário, desde que não ocupe as vagas de pessoas do quadro que se aposentaram ou faleceram.

DEPUTADO PROF. ISRAEL – E não existe a expectativa de retorno. Então não há um afastamento temporário.

DEPUTADO DR. MICHEL – Sim. Não é um afastamento. Isso se trata de vaga permanente que tem que ser ocupada por um concursado. Nós, quando fizemos a Lei do Concurso – e V.Exa. é um dos mentores dessa lei –, uma das coisas em que bateremos é que o concurso é o meio hábil para entrar, mas refiro-me ao concurso permanente. Nós vemos aqui a galeria cheia de concursados, com pessoas querendo ser nomeadas, o que não acontece.

Eu quero parabenizar V.Exa. e, como diria o Deputado Aylton Gomes, quero ombrear-me a V.Exa. para que possamos fazer valer a lei. Se a lei proíbe, por que estão fazendo isso? Qualquer documento que V.Exa. vá assinar quero ajudar a fortalecer, não que o senhor precise, mas estamos prontos para assinar e cobrar do governo, cobrar do secretário uma resposta do porquê disso. É inadmissível, Deputado Prof. Israel!

Solidarizo-me a V.Exa. e digo que realmente, quando V.Exa. ocupa essa tribuna, faz a diferença. E é disso que precisamos.

DEPUTADO PROF. ISRAEL – Agradeço o aparte do Deputado Dr. Michel.

Para encerrar, cumprimento o pessoal do Metrô e quero dizer que estamos juntos nessa luta. Os debates sobre a derrubada do veto ao Projeto de Lei nº 2.035, de 2014, na reunião de hoje do Colégio de Líderes, evoluíram bastante. Eu creio que chegaremos a uma boa solução.

DEPUTADO JULIO CESAR – Permite-me V.Exa. um aparte?

DEPUTADO PROF. ISRAEL – Ouço o aparte de V.Exa.

DEPUTADO JULIO CESAR (PRB. Sem revisão do orador.) – Aproveitando a fala de V.Exa., quero dizer que conversamos na reunião de Colégio de Líderes sobre o veto relativo ao Projeto de Lei nº 2.035, de 2014, que diz respeito ao pessoal do Metrô que aqui está. Quero fazer essa referência porque hoje esse tema se adiantou muito na reunião, e esta semana voltaremos a discuti-lo para que, na próxima semana, a Casa já tenha condições de fazer a derrubada desse veto.

Então fica aqui o nosso compromisso de realmente ver resolvida essa questão do pessoal do Metrô. Eu tenho certeza de que ela é de suma importância. Voltaremos a falar desse tema nesta semana.

Muito obrigado.

DEPUTADO PROF. ISRAEL – O Líder foi muito sensível hoje à questão, e eu vejo que essa via crucis de vocês está próxima do fim.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

Data: 12/05/2015

Horário de início: 17h

Sessão/Reunião: 39ª Sessão Ordinária

Página: 6

Professor Israel acompanha negociação para pagamento dos servidores junto ao governo

Crédito da Imagem: Márcio H. Mota

O deputado Professor Israel acompanhou na manhã desta segunda-feira (23) reunião de negociação do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas (SAE-DF) com membros do Governo do Distrito Federal (GDF). Único parlamentar a comparecer ao Palácio do Buriti para o encontro, ele está empenhado em resolver o problema, que afeta os profissionais da educação da Capital Federal. “Essa luta também é minha. Os professores não podem ficar sem receber seus atrasados e esta é a prioridade”, destacou Israel.

Os profissionais da educação cobram o pagamento do 13º salário dos que receberiam em dezembro, a rescisão contratual de cerca de 8 mil professores temporários e as férias. Tudo isso sem parcelamento.

O Governo propôs que, caso haja aumento na arrecadação de recursos, serão adiantadas algumas parcelas dos atrasados. Já a Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), que é apontada como a solução para os pagamentos de forma integral, está em trâmite no Governo Federal e poderá ser concluída apenas em abril.  Ao fim do encontro foi gerado um documento onde o GDF assumiu o compromisso de tentar resolver as pendências com a categoria e ainda, garantiu que não irá enviar à Câmara Legislativa nenhum projeto que retire direitos dos servidores.

Em assembleia realizada após a reunião, os profissionais da rede pública de educação decidiram manter a paralisação até o próximo dia 27, quando haverá novo encontro entre sindicatos e GDF. Enquanto isso, 470 mil estudantes ficarão sem aula. O ano letivo estava previsto para iniciar hoje. “Estamos buscando a solução deste impasse para que os estudantes não tenham atraso no ano letivo e para que os trabalhadores possam voltar para a sala de aula”, esclareceu Professor Israel.

Clique aqui e veja  as fotos da assembleia dos servidores da educação

G@biNET – AC

Aprovado projeto que prevê nomeação de concursados no lugar de professores aposentados

ARTE PROFESSORMais uma importante conquista do mandato do deputado Professor Israel foi obtida no dia 15/04. O Plenário da Câmara Legislativa aprovou o Projeto de Lei 446/2011, de sua autoria, em segundo turno. O PL, que agora aguarda a sanção do governador, obriga a Secretaria de Educação a nomear professores aprovados em concurso no caso de aposentadoria de outros docentes e na criação de novos cargos. “Vamos garantir professor em sala de aula”, declarou Israel no plenário.

Na maior parte das vezes, os alunos ficam dias sem aula ou tem seus professores trocados repetidamente porque a Secretaria de Educação, ao invés de nomear candidatos aprovados para o cargo de professor efetivo, tem contratado professores substitutos “em claro prejuízo ao ciclo educacional, afetando diretamente os nossos alunos e os legítimos aspirantes à docência na rede pública de ensino”, conforme relata texto do PL.

Para Israel é inaceitável que alunos da rede pública de ensino percam uma enorme quantidade de professores e não haja, imediatamente, a contratação de novos profissionais.

Segundo o projeto, terão direito à nomeação, conforme o número de cargos efetivos vagos ou criados, os candidatos aprovados no concurso, ainda que façam parte do cadastro de reserva. Isso vale para concursos já realizados, pois graças à Lei Geral dos Concursos Públicos, aprovada com o apoio do Professor Israel, está proibida a realização de certame exclusivo para cadastro de reserva.

No que se refere à contratação de professores substitutos, “que também desempenham importante papel”, lembra Israel, deve-se limitar às hipóteses legais de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, conforme previsto no art. 37, IX, da Constituição Federal.

Fonte: GabiNET – VM

Professor Israel pede que Ministério Público investigue concurso para professores

MPDFT concurso professoresO concurso para professores da rede pública de ensino realizado no dia 8 de dezembro tem gerado muita repercussão. São diversas as denúncias de prováveis irregularidades cometidas tanto por quem estava fazendo a prova quanto pela banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). Após ter acesso a fotos e vídeos que demonstravam as supostas fraudes, o deputado Professor Israel protocolou representação no Ministério Público pedindo que o caso seja investigado.

Israel teme que essa situação possa ferir a Lei Geral dos Concursos Públicos no DF. “Lutamos muito pela aprovação de uma legislação que protegesse os concursandos. Agora, precisamos estar atentos e fiscalizar para que ela não seja descumprida”, alegou. O parlamentar acompanhará as investigações que serão conduzidas pelo promotor Alexandre Gonçalves.

Denúncias

Dentre as diversas reclamações, a mais comum é de que os celulares não foram armazenados de maneira adequada. Cada candidato ganhava um saco transparente e sem lacre para guardar o aparelho, mas faltou fiscalização a fim de garantir o cumprimento da regra. A professora Nathália Vieira relatou ter ouvido o celular tocar durante a realização da prova. “Os fiscais perceberam que era dentro da sala, mas não fizeram nada. Ficou por isso mesmo”, conta.

Há denúncias de plágio nas questões, algumas foram copiadas de certames que ocorreram em outros estados. É o caso da prova de matemática, que tinha itens iguais aos do concurso realizado em Minas Gerais para a Fundação Helena Antipoof, também aplicado pelo IBFC.

Ainda segundo relatos, a prova foi mal elaborada. “Além dos erros de digitação, encontramos erros de português”, relatou a candidata Eliane Maria de Andrade, que afirmou ter se dedicado durante muito tempo para fazer o concurso. “Nos sentimos desrespeitadas”, disse.

GabiNET – AB

Deputado Israel pede convocação de professores do último concurso realizado para prova oral de Inglês

Promover ações justas e corretas a professores, concursandos, aprovados e candidatos em concursos públicos do DF têm sido uma constante no mandato do deputado Professor Israel. Na última semana, o deputado encaminhou ao governo indicação em que solicita análise para convocação de professores do último concurso (cargo 112-LEM/Inglês), para aplicação de prova oral aos candidatos subsequentes aos que reprovaram no teste, a fim de comporem o cadastro de reserva dentro do número de vagas previsto no edital de abertura.

O concurso em questão foi realizado em setembro de 2010 e vários candidatos foram aprovados na prova objetiva para o cargo LEM/Inglês, alcançando a ordem de classificação até a posição 132ª, o que, a princípio, não deu direito aos candidatos aprovados e não classificados após a posição 132ª de participar da prova oral. No entanto, conforme publicado no Diário Oficial de 03/11/2010, 16 candidatos foram eliminados em decorrência da nota obtida na prova oral, bem como 12 candidatos foram desclassificados porque não se apresentaram dentro do prazo previsto em lei. Dessa forma, ao todo, 28 candidatos foram eliminados do concurso.

Para que outros professores aprovados – mas não classificados – tenham o direito de concorrer a essas vagas que foram abertas com a eliminação desses candidatos é necessário a realização de uma prova oral de língua inglesa. Dessa forma, o professor Israel solicita, na Indicação 13189/2013, que os candidatos aprovados na ordem de nº 133 a 160 possam ser convocados para realizar o referido teste e que também seja informado o prazo previsto para que esses professores sejam convocados.

“Não acho justo que sejam desperdiçadas essas vagas ociosas deixadas pelas desistências e reprovações de outros aprovados sendo que nós bem sabemos como nosso sistema público educacional precisa de professores”, finalizou Israel, conhecido por sua luta na área da Educação.

Documento
Ind. 13189/2013

 

GabiNET – VM

Convocação último concurso para professores de inglês – Ind 13189/13

O deputado professor Israel solicita ao Poder Executivo análise para convocação dos professores do último concurso (cargo 112 LEN – Ingles), para aplicação da prova oral aos candidatos subsequentes aos que reprovaram no teste, a fim de comporem cadastro de reserva dentro do número previsto em edital de abertura (132ª posição).

Sessão solene em homenagem ao Dia do Professor

Crédito da imagem: Renato Perotto

O deputado Professor Israel realizou no dia 21 de outubro sessão solene em homenagem ao Dia do Professor. Educadores com seus familiares lotaram o plenário e a galeria da Câmara Legislativa e o evento marcou também o aniversário de oito anos do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinproep).

Israel parabenizou todos e afirmou que a sessão foi um reconhecimento ao trabalho dos educadores – 300 deles receberam Moção de Louvor pelos trabalhos prestados à educação do DF. “Esse é um gesto de agradecimento pela interferência positiva de vocês na vida de outras pessoas”, disse durante o encontro.

Um dos homenageados foi o professor Thiago Francis, que leciona música no Centro de Ensino 11 do Gama. “A iniciativa do deputado Israel é um marco para a categoria. Sem dúvida, até por ser professor, ele coloca a pauta da educação como prioridade”, afirmou.

Presente no evento, a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa afirmou que a categoria precisa ser mais valorizada, o que refletirá diretamente na melhoria da qualidade da educação. “Exercemos um papel de transformação da sociedade e isso precisa ser reconhecido”, alegou.

Aniversário do Sinproep-DF

Criado em 22 de outubro de 2005, o Sinproep-DF nasceu da necessidade de representação por parte dos professores da rede privada que tinham uma realidade diferente dos educadores do setor público. Após oito anos de trabalho, a diretoria contabiliza hoje aproximadamente oito mil associados.

Para Israel, “o sindicato é um exemplo de entidade combativa e sempre à frente das lutas por melhores condições de trabalho, valorização e dignidade dos professores do setor privado”. O presidente do Siproep, Rodrigo de Paula, agradeceu a homenagem e fez um apelo. “Que as escolas respeitem o sindicato e que os profissionais sejam cada dia mais valorizados”.

Também estiveram presentes na sessão o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, Cássio Bessa; o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Brasil Central, Geraldo Porfírio; o representante do Conselho de Educação do DF, Carlos França; e a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF, Fátima de Mello.

GabiNET – AB

Especial Professores: Conheça a história de uma família que ama lecionar

Aulas nada convencionais são os métodos de ensino de uma família de irmãos professores que moram no Gama-DF. São eles: Cleta, Fernando, Dalma, Maristela e Lanusa Menezes. Muito mais do que quadro e pincel, eles desenvolvem vários processos criativos para ensinar seus alunos, mesmo que não recebam um centavo a mais pela dedicação empregada.

A família conta que o sonho de ser professora era da mãe, Francisca Menezes, hoje com 76 anos. Ela morava no interior de Quixadá, no Ceará, e era alfabetizadora de crianças, mesmo tendo apenas a 4ª série. O pai, Antônio da Silveira, foi pioneiro na construção de Brasília. Nascido em Açu, no Rio Grande do Norte, veio para a Capital Federal em 1958. Aliás, foi onde conheceu a dona Francisca, mais precisamente na Vila Planalto. Casaram-se e tiveram seis filhos. Apenas um seguiu o caminho diferente do magistério: Cláudio, que nasceu logo depois da irmã mais velha, Cleta, é perito criminal em contabilidade da Polícia Federal. Os outros irmãos sem dúvidas e maiores dilemas abraçaram a profissão de ensinar.

A matemática dos três irmãos

Cleta foi a pioneira da família na educação. Matemática é sua grande paixão

Foto: Renato Perotto

Cleta Menezes, 46 anos, foi a precursora dessa história. Na adolescência, fez o curso Normal para que pudesse logo trabalhar como professora e ajudar os pais nas despesas da casa. Aos 18, passou no vestibular para matemática e desde então são 27 anos dedicados à educação. Para ela, matemática não é bicho-papão e por meio de paródias, fantoches, jogos, dança, pintura, jornal-mural e outros métodos vai ensinando seus alunos que a matemática faz parte do dia-a-dia de todos. Para os professores que não têm o mesmo ânimo, Cleta dá a dica: “o trabalho tem que ser diversificado e criativo, mas jamais o professor pode perder o foco do conteúdo. Todas as aulas são programadas”.

A professora de matemática acredita que na era da informação, em que os alunos têm computador, tablets, celulares e tudo contribui para tirar a atenção da sala de aula, os professores precisam se reinventar para manter a turma motivada. “A recompensa vem por meio das coisas positivas que vemos todos os dias com os alunos”.

Enquanto Cleta afirma que sempre teve a certeza de que queria ser professora, o irmão Fernando*, 44 anos, conta que descobriu sua vocação um pouquinho mais tarde, quando estava concluindo a faculdade de matemática. “Foi quando eu percebi que levava jeito para ensinar”. No ensino médio, ele fez curso técnico de eletrônica e trabalhou em uma empresa de telecomunicações. “Com esse trabalho, consegui pagar faculdade de matemática. Após concluir o curso, em 1993, fiz o concurso da fundação e passei. Estou dando aula até hoje”, relata Fernando que já soma 20 anos de magistério.

Seu método de ensino já é diferente do utilizado pela irmã. “Como professor, alio o uso da tecnologia para auxiliar no ensino-aprendizagem”. Fernando já atuou em Santa Maria e atualmente trabalha no Gama com 2ª e 3ª séries do ensino médio. “O maior tesouro que os pais podem deixar para os filhos é a educação. Parece senso comum, mas passei a vida toda ouvindo isso dos meus pais. Levo comigo e tenho passado para minhas filhas, e está dando certo”.

A outra irmã que também seguiu o caminho da matemática concorda. Maristela, 41 anos, guarda com carinho os ensinamentos que recebeu do pai, falecido no ano passado. Sobre a forma de ensinar os alunos, ela já se identifica com a irmã mais velha, Cleta.“Ela foi minha grande inspiração para me tornar professora”, confessa. Aos 19, Maristela fez vestibular para matemática no UniCeub e passou. O pai, Antônio, então correu para conseguir uma bolsa de estudos para a filha poder fazer a faculdade. “Antes disso, fiz magistério e comecei a trabalhar por contrato temporário dando aula para o ensino fundamental, como professora de ciências”.

Maristela lembra que também sofreu influência da sua professora Irene da 7ª série. “Foi ela que me fez gostar de matemática”. Segundo Maristela, a atuação do professor é fundamental para fazer o aluno gostar ou não de determinada matéria. Em 2009, recebeu condecoração do Departamento de Trânsito do Distrito Federal – DETRAN/DF – por criar o programa Geometria no Trânsito, que consistia em ensinar os alunos geometria por meio das placas de sinalização, faixa de pedestre, entre outros. “Os professores estão desmotivados. É preciso criar, querer fazer a diferença”, diz Maristela.

As irmãs da Língua Portuguesa

A relação de Dalma Menezes, 42 anos, com a educação também começou cedo quando cursou o magistério. Casada com um professor de geografia, conta que toda a família se une para trocar experiências e métodos de ensino que fazem sucesso entre os alunos. Mas lembra que nada foi fácil para ela ou para os irmãos. “Todos nós estudamos em escola pública, não tínhamos carro… Quando fui fazer o vestibular de letras, lembro que meu pai me levou de ônibus às 5 horas da manhã para ter certeza de que eu chegaria no horário, pois precisávamos pegar duas conduções. Claro que fui a primeira a chegar”, conta, rindo hoje da situação. “Ele (sr.Antônio) sempre nos educou para sermos honestos, responsáveis e pontuais. Aliás, foi um ensinamento que recebemos também da minha mãe, que sempre cuidou de nós”, reconhece Dalma.

A professora de Língua Portuguesa começou a lecionar aos 21 anos para alunos do ensino fundamental. Trabalhava pela manhã no Gama e à tarde em Ceilândia. Com seu jeito carinhoso, Dalma estabelece um relacionamento interpessoal com a classe. “Você precisa conquistar o aluno, ele quer ser respeitado”, acredita. “Ajudar as pessoas e saber que elas vão melhorar a sociedade é minha grande recompensa”, finaliza.

A irmã caçula, Lanusa Menezes, 37 anos, também optou por fazer o curso de Letras, mas ela foi a única a estudar em outra faculdade, porém, assim como eles, ela também correu atrás de uma bolsa de estudos. Na época, participou de um programa de alfabetização de adultos, onde dava aula para idosos. A bolsa era de 80%, o que a ajudou e muito a se formar. “Eu adorava dar aula para os idosos, foi ali que apaixonei pela profissão. O carinho e o amor que eu dava retornavam para mim por meio de sorrisos e aprendizagem e isso me contagiava”, lembra.

Hoje a professora de português “superpop” já deu aula para todas as séries do ensino médio e fundamental. Além do Gama, trabalhou em Santa Maria e no Recanto das Emas. Em 2011, fez pós-graduação em Desenvolvimento Humano, Educação e Inclusão Escolar pela UnB. Há menos de dois anos recebeu o convite da então diretora regional de ensino do Gama para implementar a Sala de Recursos para Pessoas com Deficiência Generalista no Centro Educacional nº 7. “Fiquei com muito medo de deixar minhas turmas, mas hoje estou amando e não quero mais sair daqui”, confessa Lanusa, que trabalha com alunos portadores de deficiência intelectual ou TGD (Transtorno Global do Desenvolvimento).

O trabalho além da sala de aula

Quem conhece um pouco da história da família de professores Menezes da Silveira sabe que eles não vêem o ato de lecionar como um mero trabalho que paga suas contas no fim do mês. A dedicação aos alunos fora da sala de aula, especialmente das irmãs professoras, é outra marca registrada dessa família.

“Tem colega de profissão da gente que brinca chamando nossos alunos de filhos… fulana, seu filho chegou”, diz Lanusa, que, depois de assumir o trabalho com alunos especiais, passou a se doar ainda mais. Ela conta a história de uma aluna de 13 anos que foi diagnosticada com fobia social e havia parado de frequentar a escola.

Quando Lanusa conheceu a aluna, fez questão de acompanhar a mãe e a estudante na consulta ao psicólogo e aos poucos foi conseguindo fazer com que a menina voltasse à sala de aula. “O psicólogo chegou a dizer que eu consegui em pouco tempo o que ele tentava há um ano. Ela voltou a sorrir e a falar. Isso é gratificante demais”, se emociona.

“A gente ganha a confiança dos alunos e, muitas vezes, eles nos contam coisas que deveriam partilhar com seus pais”, diz Maristela.

As quatro irmãs são muito comunicativas, mas na hora de contar as ações extracurriculares que fazem pelos alunos elas ficam tímidas. No fim da entrevista, uma das irmãs revelou que a professora Cleta chegou a organizar um bazar para alunos da zona rural. “Não recebemos o reconhecimento da fundação, de outros colegas, não recebemos a mais no fim do mês por isso”. Elas fazem tudo isso por amor à profissão e por saberem que, no fundo, o professor tem o poder de transformar vidas. E essa é a maior recompensa que se pode ter.

*O professor Fernando preferiu não aparecer nas fotos.

Reportagem: GabiNET – VM
Fotos: Renato Perotto

Requerimento para Sessão solene do Dia do Professor

Requerimento para realização de sessão solene em comemoração ao “Dia do Professor e ao 8º aniversário do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF”, no dia 21 de outubro de 2013.