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Professor Israel pede que Ministério Público investigue concurso para professores

MPDFT concurso professoresO concurso para professores da rede pública de ensino realizado no dia 8 de dezembro tem gerado muita repercussão. São diversas as denúncias de prováveis irregularidades cometidas tanto por quem estava fazendo a prova quanto pela banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). Após ter acesso a fotos e vídeos que demonstravam as supostas fraudes, o deputado Professor Israel protocolou representação no Ministério Público pedindo que o caso seja investigado.

Israel teme que essa situação possa ferir a Lei Geral dos Concursos Públicos no DF. “Lutamos muito pela aprovação de uma legislação que protegesse os concursandos. Agora, precisamos estar atentos e fiscalizar para que ela não seja descumprida”, alegou. O parlamentar acompanhará as investigações que serão conduzidas pelo promotor Alexandre Gonçalves.

Denúncias

Dentre as diversas reclamações, a mais comum é de que os celulares não foram armazenados de maneira adequada. Cada candidato ganhava um saco transparente e sem lacre para guardar o aparelho, mas faltou fiscalização a fim de garantir o cumprimento da regra. A professora Nathália Vieira relatou ter ouvido o celular tocar durante a realização da prova. “Os fiscais perceberam que era dentro da sala, mas não fizeram nada. Ficou por isso mesmo”, conta.

Há denúncias de plágio nas questões, algumas foram copiadas de certames que ocorreram em outros estados. É o caso da prova de matemática, que tinha itens iguais aos do concurso realizado em Minas Gerais para a Fundação Helena Antipoof, também aplicado pelo IBFC.

Ainda segundo relatos, a prova foi mal elaborada. “Além dos erros de digitação, encontramos erros de português”, relatou a candidata Eliane Maria de Andrade, que afirmou ter se dedicado durante muito tempo para fazer o concurso. “Nos sentimos desrespeitadas”, disse.

GabiNET – AB

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