tamanho da fonte:
imprimir

Niemeyer: eternizado antes de morrer

Niemeyer foi velado no Palácio do Planalto

Foto: Verônica Macedo

Foi-se embora o velho comunista. Disse adeus aquele que rabiscou a cara do Brasil moderno. O velho secular que não perdeu a sensibilidade de entender que as curvas, aquilo que é diferente, é sempre melhor. Vivo ele escreveu sua história na dureza do concreto, na leveza do traço. Niemeyer era o último de uma geração de gênios, que juntos fizeram arte a céu aberto no cerrado. Ao lado de Lúcio Costa, Burle Marx e Athos Bulcão formou um quarteto fantástico que reescreveu o conceito de paisagem urbana no mundo.

A família ter aceitado que o velório ocorresse em Brasília, a cidade em que ele ajudou a conceber e que o concebeu para o mundo, mostrou sensibilidade e o próprio reconhecimento por seus feitos tão extraordinários. O povo do Distrito Federal foi ao Palácio do Planalto, dar seu último adeus para quem, muito antes de morrer, já estava eternizado em suas obras.

Descanse em paz, grande mestre!

“Céu de Brasília, traço do arquiteto, gosto tanto dela assim…”

 

Deixe seu comentário



(não será publicado)