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Fim da polêmica nos CILs: alunos já matriculados vão poder concluir o curso

Crédito da Imagem: Rogaciano José

O deputado Professor Israel foi à Secretária de Educação, na manhã do último dia 23, com uma comissão de parlamentares pedir a renovação de matrícula nos Centros Interescolares de Línguas para os alunos que haviam sido desmatriculados por não estudarem mais na rede pública de ensino – regra para ingresso nos CILs. Na reunião, ele obteve o compromisso de revogação da medida. “O aluno tem o direito de concluir o curso! É uma decisão mais que acertada”, comemorou.

Para Israel, seria desperdício de dinheiro público não permitir que o estudante conclua o idioma que começou quando ainda estava matriculado na escola pública. “As salas de aula iam ficar vazias, os estudantes não podiam sair simplesmente”, ressaltou.

Os CILs foram alvo de muita polêmica na semana passada. Isso porque as unidades colocaram em prática a portaria intitulada Estratégia de Matrícula para fazer as renovações. Com novas regras, inúmeros estudantes que não estavam mais na rede pública chegaram a ser desmatriculados. Era o caso de quem havia migrado para uma instituição privada como bolsista ou de pessoas que, após o término do ensino médio, cursavam uma segunda língua.

Aluno do CIL do Guará, Ariel Miranda da Silva, 37 anos, foi desmatriculado. Após o ensino médio, ele finalizou o inglês e continuou estudando francês – está no segundo semestre. “Trabalhei na Copa do Mundo graças ao curso de inglês do CIL, dando suporte aos fotógrafos das agências de notícias internacionais. E agora quero terminar o francês. Estou aliviado”, disse.

CIL para a comunidade – Está em tramitação na Câmara Legislativa o Projeto de Lei nº 232/2015, de autoria do Professor Israel, que direciona as vagas ociosas dos CILs para pessoas da comunidade. Segundo Professor Israel, as turmas de nível 1 começam cheias de alunos. Com o passar do tempo, muitos abandonam a sala de aula e sobram lugares. “Estamos desperdiçando uma excelente estrutura de ensino. O Estado arca com o custo de uma sala cheia e as turmas estão vazias”, argumenta.

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