tamanho da fonte:
imprimir

Brasilienses falam, leem e escrevem bem o inglês, diz pesquisa

Brasília é a unidade da Federação onde se fala inglês com mais desenvoltura, segundo o Instituto de Educação Internacional EF — Education First, que ouviu 910 mil adultos em 70 países e territórios em que a língua americana não é o idioma nativo. A pesquisa avaliou gramática, vocabulário, leitura e compreensão, conferindo à capital uma média de 54,17 pontos no Índice de Proficiência em Inglês (EPI). Os números do DF estão acima da média nacional — 51,05 pontos, suficientes apenas para sustentar a 41ª posição entre as nações mundiais, três a menos que no ano anterior, quando o Brasil ocupava o 38º lugar no ranking.

Os dados da pesquisa significam que Brasília está mais preparada que São Paulo (que obteve a segunda melhor média — 53,06), por exemplo, para receber turistas vindos da terra do Tio Sam. Também é possível dizer, com base nos dados, que um brasiliense saberá se comunicar melhor com um americano que um mineiro. “Existem muitos esforços, do governo e da sociedade, para criar interesse no idioma. O Distrito Federal é um microcosmos, teve resultados muito bons, um movimento contrário ao encontrado no cenário nacional”, comentou o diretor de Relações Acadêmicas do EF, Luciano Timm.

Em visita à Catedral Metropolitana de Brasília, a gerente de contas Cristina Procópio de Souza, 37 anos, observou um detalhe com espanto: “Aqui, missas são celebradas em inglês?”. A paulistana disse nunca ter visto isso em solo nacional. “Achei muito interessante, porque mostra um preparo diferenciado. Gostei muito.” Nos bares e restaurantes da capital, também é comum encontrar cardápios traduzidos para outros idiomas. “Vim com meu marido, estamos hospedados em Taguatinga, local distante do centro e do turismo. Ainda assim, temos várias opções de atendimento bilíngue”, completou.

Acostumada a atender visitantes estrangeiros, com câmeras high-tech, registrando os traços de Oscar Niemeyer, a guia turística Luma de Roy, 28, se comunica em três idiomas. “Aprendi inglês bem cedo. Aí, enveredei para o francês. Eu me mudei para Paris e passei um tempo aprendendo o idioma. Meu avô era francês.” Hoje, a maioria dos turistas que atende vem da França, mas, como a língua ainda é pouco explorada no Brasil, ela sugere a eles tentarem o inglês. “Nesse caso, as pessoas se desenrolam com uma facilidade impressionante.”

Fonte: Correio Braziliense

Deixe seu comentário



(não será publicado)