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Audiência pública debate formas de combate à leishmaniose

As políticas públicas de combate à leishmaniose foram debatidas, no dia 25 de novembro, durante audiência na Câmara Legislativa. Autor da proposta, o deputado Professor Israel iniciou os trabalhos alertando para a necessidade de diálogo entre o governo e a sociedade civil com o intuito de encontrar soluções para essa doença que pode infectar animais – os cães são vítimas recorrentes – e seres humanos. “O poder público não pode se furtar desse debate”, disse.

Fundador do grupo de estudos Brasileish e diretor do hospital veterinário Prontovet, Paulo Tabanez demonstrou a ineficácia da eutanásia para o controle da doença. “Várias pesquisas comprovam que a saída está na vacinação e no esclarecimento da população. Sacrificar os animais não diminui a propagação da leishmaniose e, em muitos casos, falso-positivos são mortos sem necessidade”, explicou.

A diretora da Associação Protetora dos Animais do DF (ProAnima), Simone Lima, chamou a atenção para os problemas causados em razão dos mitos criados em torno da Leishmaniose, que, em muitos casos, resultam em abandono e matança precoce. “Os animais tem direito à vida e ao tratamento veterinário e nós trabalharemos incansavelmente para garantir isso”, defendeu.

A questão da educação ambiental e da participação da sociedade no controle do foco da doença foram temas abordados pelo médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses do DF, Laurício Monteiro. Para ele, a população deve se engajar na causa e contribuir com a higienização das residências para evitar a proliferação do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. “Essa ação é fundamental”, pontuou.

A culpa não é dos cães

O subsecretário da Secretaria de Meio Ambiente do DF, Luiz Maranhão, informou aos presentes que recentemente o governo criou um comitê para tratar da questão da leishmaniose e da construção do hospital veterinário público. “Queremos a participação da comunidade acadêmica e da sociedade em geral para enfrentarmos esse desafio”, disse. “O grande problema é que os cães foram escolhidos como culpados, quando sabemos que vários animais, como os gambás que hoje se proliferam no DF, também são atingidos”, complementou.

Ao final da audiência, o Professor Israel anunciou que novos encontros serão realizados a fim de produzir um documento com sugestões de políticas integradas.

A doença

A leishmaniose é causada pelo protozoário Leishmania, que é transmitido pela picada de um inseto chamado flebótomo, também conhecido como mosquito-palha. A doença acomete, com mais frequência, os cachorros, mas também infecta o homem. Os animais costumam apresentar sintomas como perda de apetite, feridas no corpo, unhas crescidas, queda de pelos e secreção nos olhos.

Em Brasília, as cidades com maior incidência da doença, são Fercal, Lagos Sul e Norte, Varjão, Sobradinho I e II, Colorado e Jardim Botânico.

GabiNEt – AB

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