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Audiência discutiu problemas enfrentados por alunos da ESCS

Crédito da imagem: Márcio H. Mota

Crédito da imagem: Márcio H. Mota

A Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa realizou oitiva nessa quarta-feira (9) para debater os problemas enfrentados pelos alunos da Escola Superior de Ciências da Saúde em decorrência do erro cometido pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) durante divulgação do resultado do vestibular. O deputado Professor Israel, que tem acompanhado essa pauta desde o início, participou da reunião e manifestou “apoio total” à reivindicação dos estudantes.

O parlamentar fará parte de uma comissão composta por outros deputados e representantes de alunos que irá se reunir com o governador do Distrito Federal para tentar sensibilizá-lo para garantir a matrícula de todos os 58 estudantes prejudicados. Para Israel, a Câmara Legislativa precisa garantir recursos orçamentários para ampliar a capacidade de atendimento da ESCS. “Conheço bem o trabalho da ESCS e o compromisso de sua direção com a melhoria de ensino ao longo dos últimos anos. Sei que uma solução negociada será bem recebida por todos”, completou.

Com muita revolta e emoção, os estudantes afastados cobraram o direito de continuarem estudando na faculdade distrital. “Nós já estávamos aprendendo a amar a escola. Mas esse erro grotesco do Cespe está nos causando um sofrimento terrível. Por isso, nosso repúdio a essa conduta irresponsável da instituição, que está ferindo a nossa dignidade”, disse aos prantos a estudante de medicina Naiane Magalhães, representante dos 58 alunos que tiveram suas matrículas canceladas.

A jovem enfatizou que o grupo não vai desistir de lutar por seus direitos e destacou que, assim como ela, muitos estudantes abandonaram cursos de medicina em outras boas faculdades do País para estudarem na ESCS.

O diretor-geral do Cespe leu um comunicado explicando tecnicamente o erro cometido pela instituição. E afirmou lamentar “profundamente” o prejuízo aos estudantes. Seu depoimento foi bastante contestado pelos participantes da oitiva. “O Cespe deveria ser banido para não prejudicar mais ninguém”, bradou da plateia a mãe de um aluno. Vários pais de estudantes anunciaram que vão buscar indenização por danos morais.

Questionada sobre a possibilidade de acatar os pedidos de matrícula dos alunos prejudicados, a diretora-geral da ESCS, Maria Dilma Teodoro, respondeu que a ESCS teria muita dificuldade para abrigar todos os aprovados, em virtude das deficiências na infraestrutura da faculdade, vinculada à Secretaria de Saúde.

Entenda o caso

O Cespe, responsável pelo vestibular da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), divulgou lista dos aprovados no vestibular no início deste ano. Após um candidato questionar o resultado na justiça, a instituição percebeu que havia erro na pontuação das redações dos candidatos, o que acarretou na anulação da primeira lista e na divulgação de uma nova, sendo que 33 estudantes deMedicina e 25 de Enfermagem foram desmatriculados.

GabiNET – AB com Ascom CLDF

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