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Água: crise pode chegar no DF se nada for feito

Esta semana é comemorado o Dia da Água, no entanto, não há motivos para serem festejados. Na véspera da data, 22 de março, a Organizações das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório que diz que até 2030, se nada for feito, as reservas hídricas do mundo poderão ter uma redução de 40%. “Esse dado é preocupante, uma vez que já estamos sentindo os efeitos do mau uso da água, com racionamento em diferentes lugares do Brasil”, falou Professor Israel ontem (24), em discurso no plenário da Câmara Legislativa.

Para o Distrito Federal, a situação é ainda mais alarmante. O racionamento poderá ocorrer já em 2018, segundo dados da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa). “Nós fornecemos água potável em 100% das casas do DF, mas 40% da nossa cidade ainda não tem coleta de esgoto. Isso tem gerado a contaminação do nosso lençol freático”, explica o parlamentar.

Para Israel, o que está acontecendo hoje no país é apenas uma “demonstração do que vamos viver num futuro bem próximo”. Ele fez uma comparação para explicar a crise, lembrando que Goiás tem cerca de 17 milhões de litros de água potável para cada habitante. Já no DF, são 1,7 milhões de litros por pessoa. “Parece muito, mas não é. Mesmo sendo abastecidos por Corumbá, temos a menor disponibilidade de água de todo País”, contou.

A má gestão dos recursos de hídricos por parte do governo, dos grandes consumidores (indústrias e agropecuária) e a ausência de fiscalização, que possibilitou a ocupação em terrenos de nascentes, são os maiores responsáveis pela escassez da água, de acordo com o deputado. “É preciso que sejam tomadas medidas radicais neste momento, enquanto há tempo e, assim, escapar de um sério racionamento em Brasília”, conclamou.

G@biNet – AC

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